Fertilidade

Fertilidade

 

A jornada para a parentalidade é, para muitos casais, um dos maiores sonhos da vida. No entanto, para alguns, esse caminho pode apresentar desafios inesperados. A dificuldade de engravidar, ou infertilidade, é uma condição que afeta milhões de pessoas globalmente, impactando não apenas a saúde física, mas também a emocional dos indivíduos e casais envolvidos. Em nossa clínica, compreendemos a profundidade desse desejo e a sensibilidade do tema. Por isso, oferecemos um espaço de acolhimento, expertise e respeito, onde cada história é única e cada tratamento é minuciosamente individualizado.

Neste artigo, vamos desvendar o universo da fertilidade, explorar suas nuances, causas de infertilidade, os exames de fertilidade disponíveis e as diversas opções de tratamento para engravidar, desde abordagens mais simples até as técnicas de reprodução assistida. Nosso objetivo é fornecer informações completas e úteis, guiando você e seu parceiro(a) em cada etapa do processo, com a segurança de um cuidado profissional e o calor de um atendimento verdadeiramente humano.

 

O Que é Fertilidade e Quando a Preocupação Começa?

A fertilidade é a capacidade reprodutiva, que envolve uma complexa interação de fatores hormonais, anatômicos e genéticos, tanto no homem quanto na mulher.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a infertilidade como a ausência de gravidez após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares e sem uso de métodos contraceptivos. Para mulheres acima de 35 anos, esse período de espera é reduzido para 6 meses, devido à diminuição natural da reserva ovariana com a idade.

Se você e seu parceiro(a) se enquadram nesses critérios, esse é um bom momento para buscar a avaliação de um especialista. Lembre-se: a busca por ajuda não é um sinal de fraqueza, mas um passo corajoso e proativo em direção ao seu sonho.

 

Fatores que Influenciam a Fertilidade Feminina e Masculina

A fertilidade pode ser influenciada por uma vasta gama de fatores, sendo que em aproximadamente 30% dos casos a causa é feminina, em 30% masculina, em 20% é mista (afetando ambos os parceiros) e em 20% não se encontra uma causa aparente (infertilidade sem causa aparente – ISCA).

 

Principais fatores que afetam a Fertilidade Feminina:
  • Idade: É o fator mais significativo. A fertilidade feminina atinge seu pico entre os 20 e 30 anos e declina significativamente após os 35, devido à diminuição da quantidade e qualidade dos óvulos.
  • Problemas Ovulatórios: Causas como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), disfunções da tireoide, estresse e peso corporal (muito baixo ou muito alto) podem interferir na liberação regular de óvulos.
  • Obstrução ou Lesão nas Tubas Uterinas: Infecções pélvicas (como ISTs não tratadas), endometriose ou cirurgias anteriores podem bloquear as tubas, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozoide.
  • Endometriose: Crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo afetar ovários, tubas e outros órgãos, causando dor e dificultando a gravidez.
  • Miomas Uterinos: Tumores benignos no útero que, dependendo do tamanho e localização, podem interferir na implantação do embrião.
  • Anormalidades Uterinas: Malformações congênitas ou alterações adquiridas no útero.
  • Disfunções Hormonais: Alterações em hormônios como prolactina, FSH, LH, estrogênio e progesterona.
Principais fatores que afetam a Fertilidade Masculina:
  • Problemas na Produção de Espermatozóides: Baixa contagem (oligozoospermia), baixa motilidade (astenozoospermia) ou morfologia anormal (teratozoospermia). Causas incluem varicocele (veias dilatadas nos testículos), desequilíbrios hormonais, infecções, exposição a toxinas (químicos, pesticidas) e uso de certas medicações.
  • Problemas de Obstrução: Bloqueios nos ductos que transportam os espermatozoides.
  • Problemas de Ereção ou Ejaculação: Dificuldades na relação sexual que impedem a liberação de espermatozóides na vagina.
  • Fatores Genéticos: Alterações cromossômicas.
  • Estilo de Vida: Tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de drogas ilícitas, estresse e exposição a altas temperaturas (como em saunas frequentes) podem impactar a qualidade do sêmen.
 

Investigando a Fertilidade: O Caminho para o Diagnóstico

A investigação da infertilidade é um processo abrangente que envolve ambos os parceiros, mesmo que a suspeita inicial recaia sobre apenas um. Nossa abordagem começa com uma anamnese detalhada, onde coletamos informações sobre o histórico de saúde do casal, ciclos menstruais, vida sexual, histórico de gestações, cirurgias, uso de medicamentos, estilo de vida e histórico familiar.

 

Exames de Fertilidade Feminina:

Os exames de fertilidade feminina buscam avaliar a ovulação, a saúde do útero e das tubas, e a reserva ovariana.

  • Dosagens Hormonais: Através de uma coleta de sangue, analisamos diversos hormônios para entender o funcionamento dos ovários, a quantidade de óvulos disponíveis (reserva ovariana), a regularidade da ovulação e se há algum desequilíbrio que possa dificultar a gravidez.
  • Ultrassonografia Transvaginal: Este exame de imagem permite visualizar detalhadamente o útero e os ovários. Com ele, avaliamos a saúde desses órgãos, identificamos possíveis alterações como miomas, cistos, endometriose ou pólipos, e estimamos a reserva ovariana ao contar os folículos. É também essencial para monitorar a ovulação.
  • Histerossalpingografia: Um exame que utiliza contraste para visualizar o formato do útero e, principalmente, verificar se as tubas uterinas estão desobstruídas, permitindo o encontro do óvulo com o espermatozóide.
  • Histeroscopia Diagnóstica: Através de uma pequena câmera inserida no útero, este procedimento permite identificar e avaliar de perto a presença de pólipos, miomas ou outras alterações dentro da cavidade uterina que possam dificultar a implantação embrionária.
  • Laparoscopia Diagnóstica: Em situações específicas, esta cirurgia minimamente invasiva pode ser indicada para identificar e, por vezes, tratar condições como a endometriose ou aderências pélvicas, que nem sempre são visíveis em outros exames.
 

Exames de Fertilidade Masculina:

A avaliação da infertilidade masculina é igualmente importante. Alguns dos exames que podem ser solicitados:

  • Espermograma: Este é o exame fundamental para a saúde reprodutiva masculina. Através da análise de uma amostra de sêmen, avaliamos a quantidade, a capacidade de movimento (motilidade), o formato (morfologia) e a vitalidade dos espermatozóides, fornecendo informações cruciais sobre sua qualidade.
  • Dosagens Hormonais Masculinas: Exames de sangue que medem os níveis de hormônios como testosterona, FSH, LH e prolactina. Eles nos ajudam a compreender a função hormonal dos testículos e a identificar possíveis desequilíbrios que afetam a produção de espermatozoides.
  • Ultrassonografia da Bolsa Escrotal: Um exame de imagem que permite visualizar os testículos e estruturas adjacentes. É utilizada para identificar anomalias como a varicocele (dilatação das veias na bolsa escrotal), que pode impactar a produção e qualidade dos espermatozoides.
  • Exames Genéticos: Em situações onde há alterações significativas no espermograma sem causa aparente, ou quando há suspeita de fatores hereditários, exames genéticos podem ser solicitados para investigar anomalias cromossômicas ou genéticas que afetem a fertilidade.
 

Caminhos para a Parentalidade: Opções de Tratamento para Engravidar

Após a fase de investigação minuciosa e diagnóstico, em conjunto com o casal, definiremos o tratamento mais adequado e indicado para cada caso. Nosso foco é em protocolos individualizados, planejados para atender às necessidades e particularidades de cada história, priorizando o bem-estar e as expectativas do casal em cada etapa do processo. E, sempre, explicando tudo nos mínimos detalhes, para que cada casal se sinta amparado para tomar as melhores decisões. Nenhuma dúvida ou receio é pequeno demais.

 

1. Tratamentos de Baixa Complexidade:

Indicados quando as causas da infertilidade são menos graves ou quando há apenas uma pequena dificuldade ovulatória ou espermática.

  • Indução da Ovulação: Consiste no uso de medicamentos (orais ou injetáveis) para estimular o crescimento e a liberação de óvulos nos ovários, monitorando o ciclo com ultrassonografias. É frequentemente combinada com relações sexuais programadas ou inseminação artificial.
  • Inseminação Artificial (IA) ou Inseminação Intrauterina (IIU): Após a indução da ovulação e o preparo do sêmen (seleção dos melhores espermatozoides em laboratório), os espermatozoides são inseridos diretamente no útero da mulher no período mais fértil. Aumenta as chances de encontro entre óvulo e espermatozóide.

2. Tratamentos de Alta Complexidade (Reprodução Assistida):

Indicados para casos de infertilidade mais complexos, quando os tratamentos de baixa complexidade não foram bem-sucedidos ou quando há fatores mais graves.

  • Fertilização In Vitro (FIV): É a técnica de reprodução assistida mais avançada. Envolve várias etapas:
    1. Estimulação Ovariana Controlada: Uso de medicamentos para que os ovários produzam múltiplos óvulos.
    2. Punção Ovariana: Coleta dos óvulos dos ovários, realizada sob sedação leve.
    3. Coleta de Sêmen: O parceiro fornece a amostra de sêmen no mesmo dia.
    4. Fertilização: Os óvulos e espermatozóides são colocados juntos em laboratório para que ocorra a fertilização. Em alguns casos, pode ser realizada a ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides), onde um único espermatozóide é injetado diretamente em cada óvulo.
    5. Cultivo Embrionário: Os embriões resultantes são cultivados em laboratório por alguns dias.
    6. Transferência Embrionária: Um ou mais embriões de boa qualidade são transferidos para o útero da mulher.
    7. Teste de Gravidez: Realizado cerca de 9 a 12 dias após a transferência.
  • Congelamento de Óvulos, Espermatozoides e Embriões: Oferece a possibilidade de preservar a fertilidade para o futuro, seja por motivos sociais (adiar a gravidez) ou médicos (antes de tratamentos que possam comprometer a fertilidade, como quimioterapia).

O Papel do Ginecologista na Jornada da Fertilidade

O olhar do Médico Ginecologista vai além da investigação diagnóstica e da proposição de tratamentos; somos os seus parceiros nesta jornada, oferecendo suporte, acolhimento e apoio contínuos. Nossa experiência e conhecimento técnico são cruciais para:

  • Interpretar os resultados dos exames com clareza e fornecer um diagnóstico preciso.
  • Discutir com você todas as opções de tratamento para engravidar, explicando os prós e contras de cada uma, para que a decisão seja conjunta e informada.
  • Realizar os procedimentos de reprodução assistida. Temos parceria com a clínica Semear [link semearfertilidade.com/medicos-semear/paula-galetti], especializada em reprodução assistida, onde podemos realizar a indução da ovulação, a inseminação artificial e as etapas da Fertilização In Vitro (FIV), sempre com o máximo cuidado e atenção.
  • Gerenciar seus medicamentos e monitorar seu ciclo de perto, ajustando o plano conforme a sua resposta individual.
  • Oferecer suporte emocional e psicológico, pois compreendemos profundamente todos os processos emocionais que permeiam essa fase. Estamos aqui para ouvir, acolher e informar.
  • Encaminhar para outros especialistas, se necessário, como urologistas (para problemas masculinos mais complexos) ou psicólogos, garantindo um cuidado multidisciplinar e completo.

Nossa equipe está integralmente preparada para acolher você e seu parceiro(a), investigar as causas da infertilidade e buscar, juntos, o caminho mais adequado para a realização do sonho de gestar. Fazemos isso com a mais alta qualidade técnica, pautados pela ciência, ética, empatia e um profundo respeito por sua história.

Perguntas frequentes 

Qual médico devo procurar para engravidar ou para investigar a fertilidade?

Para iniciar a investigação e buscar tratamento para engravidar, o médico a ser procurado é o ginecologista especialista em reprodução humana. Este profissional possui a formação específica para diagnosticar e tratar as diversas causas de infertilidade, tanto feminina quanto masculina, e para conduzir os tratamentos de reprodução assistida.

Não existe uma “melhor vitamina” que garanta a gravidez, mas alguns nutrientes são essenciais para a fertilidade e para uma gestação saudável. O ácido fólico é a vitamina mais recomendada antes e no início da gravidez, pois ajuda a prevenir malformações no tubo neural do bebê. Outras vitaminas e minerais importantes incluem Vitamina D, ferro, iodo e ômega-3, porém toda indicação suplementar depende de uma avaliação individual. Uma alimentação balanceada é crucial.

 

É fundamental consultar o ginecologista antes de iniciar qualquer suplementação, pois o excesso de certas vitaminas pode ser prejudicial.

 

Para engravidar “mais rápido”, além de manter relações sexuais regulares no período fértil, é importante identificar e tratar qualquer fator que esteja dificultando a gravidez. O médico poderá orientar sobre o período fértil e iniciar a investigação se a gravidez não ocorrer no tempo esperado.

A definição de infertilidade geralmente ocorre após 12 meses de tentativas sem sucesso para casais com mulheres abaixo de 35 anos, e 6 meses para mulheres acima de 35. A partir daí, inicia-se a investigação diagnóstica. Saber se um casal é infértil e qual a causa pode levar algumas semanas ou poucos meses, dependendo da complexidade dos exames necessários.

É crucial discutir todas as possibilidades com seu especialista.

Ao buscar engravidar, o ginecologista pedirá um conjunto de exames de fertilidade para ambos os parceiros, como mencionado anteriormente (dosagens hormonais, ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia para a mulher, e espermograma para o homem, entre outros).

O custo dos exames para saber se há infertilidade pode variar bastante, dependendo da clínica, da região e da cobertura do seu plano de saúde. Alguns exames são mais simples e mais acessíveis, enquanto outros, como a histerossalpingografia ou análises genéticas, podem ter um custo mais elevado. É recomendável verificar com a clínica ou laboratório e com seu convênio.

A infertilidade feminina é geralmente suspeitada quando há irregularidades menstruais (indicando problemas de ovulação), histórico de ISTs, endometriose, SOP, ou idade avançada. A confirmação vem através dos exames hormonais (FSH, LH, AMH), ultrassonografias e histerossalpingografia.

 

A infertilidade masculina é suspeitada em casos de varicocele, histórico de caxumba na adolescência, traumas testiculares, ou estilo de vida com exposição a toxinas. A confirmação se dá principalmente pelo espermograma, que analisa a quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides. É fundamental que ambos os parceiros realizem a investigação, pois a causa pode ser mista.

Não, o DIU (Dispositivo Intrauterino), seja ele de cobre ou hormonal, não atrapalha a fertilidade após sua retirada. Ambos os tipos de DIU são métodos contraceptivos reversíveis e, uma vez removidos, a fertilidade da mulher retorna rapidamente ao seu nível anterior. A fertilidade não é comprometida pelo uso prolongado do DIU. Se houver dificuldade para engravidar após a remoção do DIU, a causa provavelmente estará relacionada a outros fatores de infertilidade preexistentes ou que surgiram independentemente do uso do DIU.

Para se preparar para a primeira gravidez (ou qualquer gravidez), a primeira e mais importante etapa é agendar uma consulta pré-concepcional com seu ginecologista. Nesta consulta, iremos:

  • Revisar seu histórico de saúde, vacinas e medicações.
  • Realizar exames físicos e solicitar exames de sangue para verificar sua saúde geral.
  • Orientar sobre a suplementação de ácido fólico e outras vitaminas.
  • Discutir mudanças no estilo de vida (alimentação, exercícios, parar de fumar/beber).
  • Esclarecer dúvidas sobre o ciclo menstrual e o período fértil.
  • Identificar e tratar qualquer condição médica que possa afetar a gravidez.

Essa consulta é fundamental para otimizar sua saúde e aumentar as chances de uma gravidez saudável.

Agendamentos pelo WhatsApp:

(17) 98204-4706

Endereço: